quinta-feira, 8 de março de 2012

Mulher

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E então é chegado o dia que escolheram para forçar todos os homens, os cafajestes, principalmente, a lembrar o óbvio: que sem as mulheres seríamos um bando de anencéfalos, ignóbeis, asseclas em busca de um sentido.

Pobre do homem que jamais teve uma mulher como sentido de vida. Ama-la desproporcionadamente, assim, sem medida, sem medo. Quanta vida há no brilho dos olhos de uma mulher ao ouvir cada uma das sílabas, com todas as letras, de um "eu te amo" sincero, proferido pela boca do homem que ama, quando menos espera.

Pobre do homem que jamais amou e permitiu-se ser verdadeiramente amado por uma mulher, mesmo que por dias apenas, quiçá mesmo horas, pois que amar é o verbo mulher.

O homem, quando ama, ama com seu lado feminino. O masculino não sabe amar. E chego mesmo a pensar que acharam por bem escolher um só dia por não ser possível declarar como da mulher toda uma eternidade.

O que merecem!

Todo homem deveria fazer de sua vida um eterno altar de adoração a esses seres que se transmorfam nas figuras que mais amaremos na vida: namorada, noiva, esposa... MÃE!

Mãe! A mulher é mãe! Simples fato que nos leva a obrigação vital de rende-lhes graças, adorações, amor incondicional.

E eu, que já alheio ao processo amor-homem-mulher, por alguma desilusão passada, que não vale aqui o comento, permito-me confessar amor incondicional a todas as mulheres que vieram, as que ficaram e aquelas que ainda hão de vir dentro do espaço de minha vida.

Obrigado, mulheres de minha vida, por tudo, por nada, por serem como foram em mim!

08 de março de 2012

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Aniversário

Se me permites,
desejo-te toda a gama de felicidade possível,
com seus percalços,
a fim de que possas galgar novos níveis de felicidade,
ciente das dificuldades inerentes.

Que cada passo teu
seja rumo ao sucesso
e que os passos atrás
não sejam insucessos,
que nem pareçam retrocessos,
mas apenas impulsos
para que possas alçar novos rumos.
E que assim seja em todos os sentidos!

Que tenhas saúde a sobrar
e que os amigos sejam os sinceros,
mesmo, por vezes, ausentes.

Que os amores sejam presentes
e que evoluam
como evolui tu
a cada novo despertar
para um novo dia
um novo amanhecer
o novo amanhã.

E que estejamos todos juntos,
até o próximo ano.
E nos anos que se seguem,
até que o amor acabe,
até que a amizade dure,
até que se faça a eternidade.

25 de fevereiro de 2012

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Caminhos

Ao meu eu lírico,
falta a responsabilidade ausente
do ébrio frequente,
que ziguezagueia passos,
como palavras fossem,
em calçadas retas...
De versos tortos
e de sentido escondidos na sombra.

Posto serem sombra os teus olhares obtusos,
sem direção certa, é que me convenço...
Convenço serem eles meus maus caminhos,
tolo que sou.

Mas é preciso otimismo.
E eu, amante teu,
admirador a distância,
apaixonado e entregue, eu...

De tão idiota e apaixonado,
de tão entregue e rendido,
vejo os teus passos
a bailar caminhos diante de mim,
como se os caminhasse a mim.

E a cada passo,
um beijo próximo,
a cada beijo,
uma gota a mais de amor,
e a cada gota,
um futuro nosso.

Então tu passas direto,
e fico a esperar,
na esperança de que seja apenas charme,
e que tudo seja charme,
como toda charme és tu,
a mim.

Esse sou eu,
ignorado,
tentanto manter a esperança
de um dia ter-te pra mim.

18 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Nos classificados

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Li hoje o jornal,
eu que não sou de ler notícias.
Busquei nos fatos a inspiração para novos versos.
No mundo, tentei encontrar
os olhos cintilantes da poesia,
o calor de suas verdades escondidas,
os versos em forma de cotidiano.

Mas tudo me pareceu tão cinza...
Vi-me, então, estampado nos classificados,
desesperado,
procurando por algo impossível de se encontrar no mundo,
notadamente em um jornal de dois dias atrás.

Eu hoje sentei-me para ler um jornal velho,
tentei dar nova vida
aos fatos que ali estampavam a infelicidade humana,
busquei fazer versos do que li.

E então, sentado à sombra do calor que fazia ao meio dia,
ali, lendo o jornal passado,
é que dei por mim o que se passava.

Li hoje o jornal
e eu, que não sou de ver as novas,
vi-me velho em folhas amarelas.
Era eu, ali, na primeira página de meu desespero,
tentando fazer sentido no passado,
quando o que precisava (o que preciso)
é fazer um novo presente,
que faça sentido no futuro por vir.

E eu nem sou de ler jornal.

13 de fevereiro de 2012

domingo, 29 de janeiro de 2012

Astronauta

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Olho pro céu,
com meus olhos cegos,
vagando feito faróis,
em busca de vestígios outros
que não me façam sentir a solidão.

São tantas estrelas
e tanta esperança,
mas tanto vazio
e tanta dúvida
que não sei.

Vagamos pelo espaço
a procura de respostas
para perguntas eternas.
De onde viemos?
Para onde vamos?
A mim, pouco importa.

Estamos sós?
Onde estão nossos pares?
Existiriam outros seres
que nos espiam de seus olhos e janelas,
a trocar de mundos e dimensões,
com suas tecnologias avançadas?
Quem olha por nós?

Vagamos pelo espaço
em busca de respostas
e planetas e seres que se escondem de nossas vistas.

E se estivermos sós?
E se vagamos em busca da única resposta que até agora obtivemos?
E se, na busca de algo,
certo dia, no futuro,
darmo-nos conta que somos tudo,
tudo o que resta?
Não, a realidade não pode ser tão trágica.

Olho para o céu,
com os mesmos olhos cegos,
e sorrio ao infinito,
esperando ser correspondido em alguma galáxia.

29 de janeiro de 2012

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Licor

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E o sono insiste em permanecer distante.
Espia-me do canto reverso,
de soslaio,
como quem não reconhece o alvo.
Penso mesmo que ele me ignora.
Chamo-o.
Não responde.
Grito.
E o afasto mais e mais.

O sono não vem naturalmente,
foge,
se esconde,
se esguia,
mostra-se furtivo aos meus olhares
e tentativas de aproximação.

Então deixo o licor bailar por sobre a língua,
antes de deslizar até o estômago,
que o abraçará
e o envolverá em danças tétreas,
encaixando seus sonhos aos meus desejos,
levando flores aos neurônios que,
entorpecidos me farão sorrir,
e ver a vida com olhos ébrios
de quem quer viver um segundo mais,
e quando o segundo passa,
estou em paz,
dormindo nos braços do espírito etílico,
que me acaricia a nuca
e me faz feliz.

16 de janeiro de 2012

sábado, 31 de dezembro de 2011

Ano novo

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E não desejarei apenas um feliz ano novo. Desejo, sim, um feliz novo dia, a cada novo amanhecer.

Que as promessas se cumpram diariamente, e sejam feitas ao anoitecer. Que a felicidade seja regra, mas que haja a tristeza, para lembrar que não somos invencíveis, para que nos lembremos do cuidado diário, tão necessário. A vida é nosso bem mais frágil, é preciso cuida-la.

Que o amor seja o resultado direto do respeito ao próximo. E que o próximo seja a pessoa em pé, ao teu lado, no ônibus lotado, o cão, o gato, o pato, o elefante-marinho, a grama, o ar, o mar, o monte, a colina, o horizonte, o mundo e todos os seres que o coabitam.
Que saibamos respeitar nossa espécie humana, para que respeitemos as demais espécies, tão dependentes da nossa consciência para sobreviverem ante a nossa sede de consumo.

Que diminuamos a sede e, quando ela surgir, que seja permeada de responsabilidade.

Responsabilidade. Que ela não nos falte, mesmo quando disfarçada de irresponsabilidade, de aventura. Que sejamos responsáveis pelo nosso destino, sem culpar a outrem pelo nosso fracasso. Somos o que fazemos de nós.

Que nos façamos vencedores, e que sucesso seja a trilha a seguir a cada novo dia.

Que antes da felicidade, antes do amor, antes do respeito, antes do sucesso, tenhamos saúde, para cuidar de nossos problemas e auxiliar a quem necessite com os seus.

Que ajudemo-nos, apoiemo-nos, a fim de que sigamos em frente, felizes, amando e sendo amados, respeitando e sendo respeitados, vencedores e saudáveis, não só no dia 31, nem somente no dia 1º, mas em todo e cada amanhecer, até o inevitável fim.

Paz, meus caros!

Feliz novo dia!