Mãe, palavra tão cheia de significados.
Para o Direito, de onde bebo diariamente de fontes laborais, por muito tempo, mãe era aquela que havia dado à luz um novo ser humano.
Ainda na esfera jurídica, a maternidade, ao contrário da paternidade, era objetiva. Não haviam espaços para o subjetivismo. Mãe era, tão somente, aquela que deu à luz. Simples assim.
Mas o tempo passa, e com ele algumas filosofias tornam-se demodês.
Sim, o conceito de mãe ser aquela que dá à luz o rebento é deveras simplificado. Mas, fazer e ter um filho é simples. Criá-lo e amá-lo é que é complicado.
E, então, o conceito expandiu-se. Mãe era a provedora de carinho, cuidados, de amor. Amor, palavra que define em poucas letras o verdadeiro significado de ser mãe. Ser mãe é amar.
Amor de mãe. Tão intenso. Tão vasto. Tão incompreendido. Mãe ama incondicionalmente, não importa o caráter do filho. Mãe é amor.
Complexo de Édipo à parte, a mãe é a primeira mulher a conquistar o amor de um homem (filho). Pelo cuidado, pelo carinho, pela dedicação que nos dispensa, a ela dedicamos os primeiros passos de nossa devoção.
Que me perdoem as machistas seitas cristãs, mas homem algum poderia dar a vida à humanidade. O seu Cristo, em verdade, é uma Maria. Só pode.
Mãe, este ser divino, acima do bem e do mal, inexplicavelmente perfeita, diante de tanta imperfeição no mundo.
Ela que nos acolhe na infância, que nos ouve na adolescência, e que nos recebe, não importa a idade, já adultos.
Mãe é a muralha protetora. A estátua de braços abertos à porta de nossa casa primeira, sempre disposta a nos receber, aconselhar, carinhar.
Não à toa temos um dia exclusivo dedicados à elas. No entanto, mais que homenagens pelo seu dia, este é (leia-se, deve ser) um dia de reflexão para nós, filhos, acerca do retorno que damos a estes seres mágicos, que doaram, além dos 50% da genética, para nos fazer quem somos, quase 100% do seu tempo e dedicação, moldando-nos à melhor maneira para sobrevivermos nesse mundo cão.
Que filhos somos para nossas mães? Somos os filhos que queremos para nós?
Pensemos, meus caros, pois, um dia, pode ser tarde demais para refletirmos sobre isso, e já impossível qualquer mudança de comportamento.
Que nesse dia, nossas mães sejam as mais paparicadas de todas, que seus desejos sejam realizados, ou, no mínimo, que a realização seja iniciada neste dia, para uma alegria vindoura.
Que os cientes de falhas e desacertos na retribuição do carinho e dedicação às suas mães repensem seus dias e retornem todo o amor a eles dedicados.
Que não sejam feitas homenagens apenas um dia por ano, mas em todo e cada um dos dias de cada novo ano.
E que filhos sejam orgulho para suas mães, pois, apesar de ser homem, solteiro, sem filhos (um desastre à essa idade), não duvido ser um filho dedicado o maior dos presentes para toda e cada mãe no mundo.
Feliz dia das mães a todas as mamães, e em especial para a minha, Terezinha Trindade Batista Celani que, apesar do nome no diminutivo, faz-se gigante quanto aos seus poderes maternais.
Obrigado, mãe!
13 de maio de 2012